Numa
certa manha de inverno, isso por volta de 1983, um homem ganancioso por si só depois
de ficar sabendo que numa deliberada parte das terras de um conhecido seu, na
epoca da guerra do contestado os jesuitas haviam escondido ouro. Doido pra
procurar o tal ouro, decidiu alugar uma retro escavadeira . Depois de quase uma
hora fazendo buracos aqui e ali naquelas terras finalmente ele havia descoberto
algo que seria uma panela de argila. Após apanhar com a concha o tal objeto com
todo o cuidado, o homem percebeu que era um pouco maior do que uma panela de
pressão com cerca de quatro ou cinco quilos de peso.
Então,
depois de descer da maqucom uma marreta, golpeou a parte de cima que parecia
uma tampa. De repente veio um brilho indescritivel de dentro da panela! Era o
ouro brilhando. Tratava-se de moedas, taças e joias que brilhavam lindamente
ofuscando os olhos do homem que ate então nunca havia visto algo assim a não
ser dos filmes de caça tesouros. Euforico olhou para todos os lados pra se
certificar que estava sozinho ali. Colocou tudo dentro de um saco de lynon e
levou para cima da cabina da retro e mais que depressa fechou os buracos de
volta. Ele sabia que as terras não eram dele e poderia ter problemas com isso.
Depois
de tapar tudo de volta ele não resistiu e abriu o saco para dar mais uma
olhadinha naquele brilho lindo, que enleava os olhos e acelerava o seu coração.
Depois que satisfez um pouco de sua curiosidade mais que depressa. Assim que
isso aconteceu deu a partida na retro e foi embora pra casa as pressas.
Naquela
tarde ele chegou em casa e escondeu aquele ouro bem escondido no paiol da
propriedade para que ninguem de sua familia encontrasse. E em seguida seu filho
o seguiu de carro enquanto ele dirigia a retro escavadeira ate a empresa de
terra planagem devolve-la e certar a locação.
Quando
voltaram de lá passaram num posto de gasolina para completar o tanque. Seu
filho ate então não havia desconfiado de nada.
Mas percebeu que seu pai estava feliz demais. Mas achou normal.
Quando
chegaram em casa, o homem deu algumas tarefas para seu filho e mais o outro
filho, pois dessa forma ele ficaria sozinho já que sua esposa mal saía das
tarefas da casa.
Ele
se certificando que estava sozinho e seguro de não ser descoberto pegou o saco
e levou ate o rio e ali resolveu lavar aquele ouro e se disfazer do resto do
corpo da panela. Assim que aprontou tudo, o homem guardou o tesouro num saco de lynon mais limpo e novo
e levou para o porta malas do carro. Pra encobrir, aproveitou pra lavar o carro
por fora. Se tratava de um Corcel II LDO 1.6, vermelho, ano 1980 e estava todo
empoeirado. Ao chegar em casa pegou e enrolou um arame galvanizado na boca da
bolsa de lynon e escondeu no forro do galpão. Decidiu então viajar na manha
seguinte a fim de vende-lo na cidade de Porto Alegre. Durante o jantar ele
disse que tinha que ir a Porto Alegre a negocio. Todos a volta da mesa ficaram
surpresos com a noticia. Mas, nem quiseram entrar em detalhes, pois já sabiam
que o homem não era muito de falar e sim de fazer.
Todos
então depois do jantar foram dormir. Mas o homem passou a noite em claro. Sua
noite foi pessima. Não havia dormido nada, pois fora perseguidos por pesadelos
inesxplicaveis que envolviam ouro e guerras sangrentas.
Quando
amanheceu ele já havia levantado da cama a muito tempo e já tinha ate mesmo
levado o saco do ouro para o porta malas do Corcel e preparado um café para
todos. Bebeu seu café e deixou um bilhete na cozinha avisando que tinha que ir
logo mas que voltaria antes do anoitecer.
Ele
então ainda de farol acesso saiu da propriedade em direção a estrada geral.
Assim que atingiu a estrada geral, em questao de minutos atingiu a saída de
Praia Grande, pela SC 405. Nessa altura
já havia amanhecido. Pode observar quepara os lados da serra, muitas
nuvens e o prenúncio de chuva pesada. Da janela do veículo, podia ver o gado
pastando e as garças calmamente procurando sua refeição.
Cerca
de vinte minutos depois já havia passado por São João do sul e atingido a BR 101.
Não levou muito e a chuva chegou, forte.
Aquele
homem estava completamente euforico de felicidade, pois depois de vender
ficaria milhonario. Poderia realizar os tantos sonhos que sempre teve. Conhecer
os Estados Unidos, a Itália, a França e comprar mais terras, mas não ali, e sim
no Uruguai. Encontrar-se paranoico. Andava a 110 km por hora com o carro, onde
o limite era 80. Deixou um extenso fluxo de caminhões para trás. Só pôs
combustivel quando chegou em Osorio no posto Ganso. Da li em diante a estrada ficou
boa, a BR 290 também conhecida por “Free Way”, pouco movimentada e com uma bela
paisagem.
Quando
chegou em Porto Alegre por volta das dez e meia, na movimentada avenida Mauá, o
motor do carro fervia. Acessou a rua Marechal Floriano, estacionando na Otávio
Rocha. Ele conhecia bem aquela parte da cidade. Ao desembarcar, pegou o saco de ouro no porta
molas. Como não podia abrir em público aquele saco pra conferir se o ouro não
tinha fugido, ele apalpou por fora mesmo e viu que as voltas de arame estavam
do mesmo jeito que havia enrolado, satisfeito bateu o porta molas e seguiu assoviando
feliz da vida ate a galeria do Rosario, na subida da Vigário José Inácio. No terceiro andar ele foi atendido pelo dono
do comercio. Depois de explicar o que vinhera fazer ali, sobre o balcão ele
calcançou a mercadoria ao atendente que começou em sua frente a desenrolar a
boca da bolsa. O comprador não fugiu da vista do homem. De repente quando
finalmente ele are a bolsa ele arrega-la os olhos e pergunta:
-
Mas o que é isso?
-
Impressionante não é? – disse o homem com um largo sorriso nos labios.
-Isso
é algum tipo de brincadeira meu senhor? – perguntou o comerciante um tanto aborrecido.
-
Não. Isso aí no saco é ouro puro! – respondeu o homem sem entender a reação do
comerciante.
-
Esse teu ouro tá sem brilho kkkkkk!- Disse o comerciante interpretando como uma
brincadeira a situação.
Quando
o homem olhou para dentro do saco, haviam pedras no lugar do ouro...
Fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário